Os dez melhores filmes estreados comercialmente no Brasil em 2012 – DOUGLAS BRAGA

NOTA DO EDITOR: A seguinte lista é totalmente pessoal do redator Douglas Braga e não corresponde de forma alguma com a opinião dos outros integrantes da staff do blog. Esta lista não corresponde a uma Lista Oficial do blog.

Por favor, deixe um comentário se tivermos cometido qualquer erro (título, datas, etc.).

O Espião Que Sabia Demais
(Tinker Taylor Soldier Spy, Tomas Alfredson, 2011)

ttsp Drive
(idem, Nicolas Winding Refn, 2011)
[Textos de Victor BRUNO e Victor RAMOS]

drive

Caminho Para o Nada
(Road to Nowhere, Monte Hellman, 2010)

rtnw

As Aventuras de Pi
(Life of Pi, Ang Lee, 2012)

lop

007 – Operação Skyfall
(Skyfall, Sam Mendes, 2012)

skyfall

Tudo o que Desejamos
(Toutes nos envies, Philippe Lioret, 2011)

Argo
(idem, Ben Affleck, 2012)

Fausto
(idem, Alexandr Sukurov, 2011)

O Hobbit – Uma Jornada Inesperada
(The Hobbit – An Unexpected Journey, Peter Jackson, 2012)
[Texto de Douglas BRAGA]

Moonrise Kingdom
(idem, Wes Anderson, 2012)
[Texto de Victor BRUNO]

Douglas Braga

 

 

 

 

Especial Erich von Stroheim

Do dia 21 de novembro até o dia 05 de dezembro, o Ornitorrinco Cinéfilo celebra a obra de ERICH VON STROHEIM, um dos maiores nomes da história do Cinema.

Autor de clássicos inesquecíveis como Esposas Ingênuas (Foolish Wives, 1922) e Ouro e Maldição (Greed, 1924), Stroheim cravou seu nome como um dos diretores mais polêmicos e revolucionários da história. Sua visão da decadência e da corrupção da alma humana é inigualável, e influencia até hoje cineastas como Martin Scorsese e Stanley Kubrick.

Filmes comentados:

Victor Bruno,
o Editor

A carta para Mel Gibson

Eu farei um comentário especial no Cinematron, site que edito, sobre esta carta. Pensei em traduzir diretamente para lá, mas como esta carta era originalmente confidencial (e como não tenho o direito legal de traduzir de forma alguma), decidi postar aqui, já que o Ornitorrinco Cinéfilo é, antes de qualquer coisa, um blog puramente pessoal. Logo, qualquer problema que surgir, é responsabilidade minha.

Dito isso, leiam a carta de nove páginas que Joe Eszterhas mandou pro Gibson. Here it goes.

Por Victor Bruno

Caro Mel,

Eu lhe mandei o primeiro tratamento do meu roteiro The Maccabees em 28 de fevereiro deste ano. Eu não escutei nenhum tipo de resposta sua.

A Warner Bros. me informou no meio de março que o estúdio não iria continuar o projeto. Um executivo me disse que o roteiro “não tinha sentimento” e nenhum “senso de triunfo”. (Eu discordo veementemente). Ele me disse que você iria me chamar em breve, mas você não o fez.

Eu passei quase dois anos pesquisando e escrevendo meu roteiro e eu estou profundamente desapontado que você não teve a decência de responder.

Então, cheguei à conclusão que você não tem, ou teve, nenhuma intenção de fazer um filme sobre os Macabeus. Eu acredito que você anunciou o projeto com grande fanfarra — “um Coração Valente judaico” — numa tentativa de apaziguar as contínuas acusações de antissemitismo que se abatem sobre você, acusações estas que têm aleijado a sua carreira.

Eu concluí que você me usou. Mais exatamente, você usou as minhas credenciais: Os dois filmes que eu escrevi condenando o antissemitismo (Betrayed e Muito Mais que um Crime); o Lifetime Achievement Award que eu recebi da Fundação Emanuel por textos escritos sobre o Holocausto na Hungria; o levantamento de fundos que eu fiz pela Liga Antidifamação em Los Angeles, uma organização que foi extremamente crítica sobre você com o passar dos anos.

Eu cheguei à conclusão que você não vai fazer The Maccabees pela razão mais feia possível. Você odeia judeus. Continuar lendo

(500) Dias com Ela (Marc Webb, 2009)

“I was cured with spoilers alright”.

2/5

O meu ponto sobre (500) Dias com Ela está devidamente ilustrado — e bem ilustrado — nas últimas cenas do filme. Aliás, ele pode ser mais bem encontrado bem na cena da festa no terraço de Summer (Zooey Deschanel), quando o coitado do Tom (Joseph Gordon–Levitt) a vê exibindo gloriosamente seu anel de noivado.

Aliás, coitado? Há controvérsias. Você vê, eu não sou o rei dos relacionamentos, tampouco sou Casanova. Como Tom, eu acredito em romance e em amor à primeira vista — sou um cara romântico. Eu sou um idealista, um cara caloroso; acredito em fadas e unicórnios, exatamente como Brian Clough em Maldito Futebol Clube (The Damned United, 2008) — tenho até o mesmo orgulho próprio.

Mas ao contrário de Tom, eu não fico remoendo relacionamentos que estão sepultados. Nos poucos, se tive algum, bom: Life goes on, certo? Tom diria que estou errado.

E bastante simples: Tom é um almagma de toda uma geração — a minha geração. Nós fomos acostumados a ter tudo na palma da mão, sem ter que ralar por. Nós fomos adormecidos por romances na televisão e por amores imaginários. O mundo atual é algo tão sintético; tão falso e arbitrário que aqueles que se põem a pensar e a refletir sobre a vida, o universo e tudo mais acabam se tornando sedentos por — digamos — amor e compaixão, e escolhem sofrer para sentir algo parecido com um sentimento, e é exatamente neste momento em que eles caem num precipício de desilusão e de autoenganação e martírio, pois passam a achar que a vida significa, ou só vale a pena — como Tom achou— um amor para recordar; algo de união duradoura e eterna, pra acabar com a solidão — e acabam egoístas quando percebem que finalmente alguém lhe deu bola.

(E ele estava, é claro, redondamente enganado).

Zooey/Summer (é quase a mesma coisa, vou abordar sobre isso depois) percebeu o verdadeiro significado de vida no nosso tempo. Ela percebeu que é a independência e o bem-estar consigo mesma é o que vale a pena na vida. Não ficar remoendo sentimentos, mas sim superá-los. E acredite-me, está tudo bem claro. E se não está, existem algumas perguntas para serem respondidas, então:

  1. Por que Summer não sorri quando enquanto está presa a Tom, enquanto este insiste em mantê-la “unida” para si?
  2. Por que quando Summer finalmente sai da relação, ela não remói nenhum tipo de sentimento, não fica fingindo que não o viu (ao contrário, Summer vai ao encontro de Tom) e nem nutre falsas esperanças no sentido de “reatar” um relacionamento?
  3. Por que é Summer quem consegue o verdadeiro amor da vida, quebrando aquela barreira de “a maioria dos casamentos hoje em dia termina”, enquanto Tom fica (ainda) chorando lágrimas de sangue?

A questão é muito, muito simples: É porque Tom é um fraco, um mal-acostumado. Um bunda-mole. “Criado com Toddynho”. Ele não faz as coisas acontecerem, Tom espera que as coisas despencarem do céu. Ele acredita no destino, só que destino não existe, e o babaca não percebe. Tom estudou Arquitetura e, sabe Deus por que, trabalha como assalariado numa empresa de cartões. Tom não vai atrás — e esse é o mal da geração que curte (500) Dias: Fica sentada em casa, assistindo Vh1 e escutando Lana Del Rey (não resisti) aguardando a pessoa. Continuar lendo

Sobre O Mineiro e o Queijo

Update [05/10/11]: Atenção! Deixe um comentário neste post e concorra a uma entrada para o filme O Mineiro e o Queijo. O prazo final vai até a sexta-feira desta semana (ou seja, até o dia sete), terminando às 00h00, capisce?

Confira a página Promoções!, no alto do site, ou à direita, caso queira mais quinquilharias oferecidas pela equipe.

Atensiosamente,
o Editor. Continuar lendo