Horas do Desespero (Michael Cimino, 1990)


5/5

Parece irônico que este penúltimo longa-metragem (até hoje) de Michael Cimino se chame Horas do Despero, visto por tudo que o cineasta sofreu desde o lançamento de O Portal do Paraíso (Heavens’s Gate, 1980) nas mãos daquela mesma que lhe acolheu quase como um rei através de um único filme? a Hollywood. No lugar de uma das maiores estrelas de Hollywood (Humphrey Borgat), um rosto estranho, pouco moldável e que já nasce pronto para decadência ecarnado com maestria pelo sempre subestimado Mickey Rourke. Podem não parecer detalhes relevantes assim escrito, mas é nestas condições de “sutileza” que Cimino trabalhou neste e em Na Trilha do Sol (The Sunchaser, 1996) para imprimir sua marca autoral.

É bem verdade que Cimino gosta de se representar em seus filmes sempre através da construção de um mito – nada mais natural para um egocêntrico – e até O Portal do Paraíso estes mitos em, pelo menos, algum momento do filme são vibrantes e inspiradores; seja através do gângster bronco que caminha para a humanização vivido por Clint Eastwood em O Último Golpe (Thunderbolt and Lightfoot, 1974), seja pelas expressões carregadas de medo e responsabilidade de Robert De Niro em O Franco Atirador (The Deer Hunter, 1978). Mas a partir de O Ano do Dragão (Year of the Dragon, 1985) – realizado cinco anos após o baque de O Portal do Paraíso – algo mudou em relação a esta construção do mito: aqui também vivido por Mickey Rourke, ele não era mais vibrante (ás vezes tentava se enganar, talvez representando o fiapo de esperança que Cimino tinha de voltar ao topo) e muito menos inspirador, pelo contrário; o mito era apático e desde o início da sua saga já sabíamos que o único fim que ele teria era a decadência.

Para Cimino esta decadência do mito não representava um simples personagem, nem mesmo a decadência dele mesmo, mas também a decadência de um mundo, da América e, porquê não, do cinema em Hollywood? Para Cimino é possível que Mickey Rourke fosse o motivador da decadência de Anthony Hopkins. Ora, mas com aquele final motivador não é óbvio que quem caiu alí – literalmente – foi só Rourke? Numa análise apressada e superficial até pode ser, mas por trás deste desfecho capriano, que nas mãos de um Steve Spielberg da vida poderia resultar em só mais uma guerra maniqueísta onde o bem sempre vence, há a crença de Cimino. A crença de que enquanto o homem existir, haverá violência. Nem Mickey Rourkew é o vilão, nem Anthony Hopkins o bom moço; o que ambos estão vivendo alí é apenas uma dura consequência de sua própria existência. E assim, fica cruel explicar o final de Horas do Despero, ele é tão desolador quanto o de Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas (Bonnie & Clyde, 1967) e Pat Garret & Billy The Kid (idem, 1974). Continuar lendo

O Siciliano (Michael Cimino, 1987)

5/5

O Siciliano, apesar de ser baseado num romance de Mario Puzo, tem muito pouco — ou nada — de O Poderoso Chefão, obra-prima máxima e exemplo cinematográfico para todo o sempre.

Entretanto, é fato que esta pequena pérola de Michael Cimino é um filme singular. Após sua baixada de bola em O Ano do Dragão (Year of the Dragon, 1985 — que é melhor que este Siciliano, mesmo sendo algo “menor”), O Siciliano apresenta temas caros e gerais na carreira de Cimino. Em O Siciliano, o protagonista Salvatore (Christopher Lambert) é obrigado a tomar medidas drásticas para salvar a pequena comunidade onde vive na Sicilia, das mãos dos grandes latifundiários que querem o poder todo para si.

E o que isso nos lembra? Exato, O Portal do Paraíso (Heaven’s Gate, 1980). Todos os caminhos levam a Portal do Paraíso. Só que desde aquele filme do início da década de oitenta até esta obra menor, ocorreram mudanças. Cimino já não podia, ou não estava interessado, em contar a história de um desgraçado que faz as coisas por impulso, e no final percebe que todos os seus esforços foram em vão. O Portal do Paraíso era o Vietnã. E se O Portal do Paraíso era o Vietnã, O Siciliano é Iwo Jima — americanos (no caso, sicilianos, óbvio) vão a luta pra “livrar” um lugar esquecido por Deus da mão de pessoas malvadas. Continuar lendo

O Ano do Dragão (Michael Cimino, 1985)

5/5

A visão de espetáculo de Michael Cimino em O Ano do Dragão e seus primeiros grandiosos filmes como O Franco Atirador (The Deer Hunter, 1978) talvez hoje nem se encaixe mais na nossa ideia desse mesmo tipo de cinema, devido principalmente a figuras como Michael Bay, que na maioria das vezes se utiliza desse meio para demonstrar o quanto o estúdio que trabalha é rico. E embora ainda hajam diretores que extraem o que podem de suas cenas fantasticamente bem coreografadas para criar um espetáculo puro, é inevitável que a ideia da mesma turma Bay predomine. Cimino, sendo contemporâneo a Steven Spielberg e George Lucas, guardava para si a ideia de que o espetáculo era apenas uma consequência dos elementos primordiais do seu cinema: espaços, corpos, encontros, relações… Pela visão atual – cada dia mais encolhida – é mais fácil descrever seu cinema como humano ou de ação. O que também não deixa de ser uma verdade.

Já sem a mesma confiança dos estúdios, Cimino ainda conseguiu realizar mais alguns filmes grandiosos, de grandes orçamentos, mesmo após o desastre financeiro de O Portal do Paraíso (Heaven’s Gate, 1980), sendo O Ano do Dragão o penúltimo deles. Claro, sem a mesma liberdade de antes, mas ainda assim sendo a apoteose de suas ideias de espetáculo cinematográfico. Suas tomadas eram grandes – em todos os sentidos – e conseguiam ao mesmo tempo serem brutalmente bem calculadas, na medida para criar senso a mise-en-scene. É um cineasta manipulando as suas próprioas escolhas. É uma pena que hoje não tenhamos um outro diretor com as mesmas ideias de Cimino sobre esse espetáculo; até mesmo entre seus “amigos” da década de 70, o único que partilhou com ele a vontade levar as grandes produções ao cinema mais pessimista da Nova Hollywood é Francis Ford Coppola, em O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972) e Apocalypse Now (idem, 1979).

O que vemos aqui em O Ano do Dragão são as ideias de Cimino condensadas em uma estrutura típica de filme policial e que se desenrola da forma mais extraordinária possível. Mickey Rourke dá vida a Frank White, um homem racista, cruel, egoísta, arrogante, violento, mas um homem. Ele chega a Chinatown de Nova York para duelar com as organizações que dominavam o crime, as chamadas “tríades”. White já não faz mais parte da figura do mito idealizado, criado por Cimino em seus 3 primeiros filmes: ele era odiável desde o início da projeção, sem escrúpulos e distante de qualquer relação com um herói. Rourke entra em um diálogo com o personagem de WIlliam Petersen, Richard Chance, em Viver e Morrer em Los Angeles (To Live and Die in L.A., 1985), de William Friedkin – outro cineasta que tentava viver a Nova Hollywood em plena metade da década de 80 – na sua maneira de exprimir no próprio corpo a perda da imagem genuína do mundo. Continuar lendo

O Portal do Paraíso (Michael Cimino, 1980)

“… as spoilers continues to roll…”.

5/5

Há quem diga que o objetivo de Michael Cimino quando fez O Portal do Paraíso era, com este filme, reestruturar as bases do cinema como o conhecemos. Um filme que nunca vimos, e que nunca mais veremos. O filme para acabar com todos os filmes. Qualquer produção imaginada ou concluída após esta obra magnânima, na cabeça de Cimino, deveria seu coração e alma a sua obra-prima.

Ora, todos os filmes (a própria palavra cinema, também) devem seus corações e almas a todos os filmes produzidos anteriormente. De Griffith a Bay, passando por Vertov, Eisenstein e Chaplin, todo mundo deve algo a alguém. Alguns mais, outros menos. Numa escala de cineastas, provavelmente o cinema deve menos a Cimino do que a, talvez, Hal Ashby — dentro da Nova Hollywood.

Ashby nunca foi mainstream. Cimino experimentou-o durante dois anos. Da aclamação universal, saiu com o ego inflado, maior que seu chapéu. Ele teve os privilégios que Clouzot teve quando produziu L’Enfer: Orçamento ilimitado. Pode colocar no pôster do filme, seu nome acima do título: Michael Cimino’s Heaven’s Gate.

Do pedestal, Cimino deu com os dentes no chão e nunca pôs uma dentadura que o servisse.

Mas valeu a pena?

Consideremos dois fatores: Continuar lendo

O Último Golpe (Michael Cimino, 1974)

5/5

A New Hollywood foi palco de mudanças definitivas para o cinema contemporâneo. Filmes mais pessimistas que colocavam o homem e a violência como irmãos eram sua preferência, em consequência de todas as bárbaries que vinham ocorrendo dentro e fora dos Estados Unidos (o público não encontrava mais tempo e disposição para entrar em uma sala de cinema e ver a ingenuidade de um Billy Wilder ou as doçuras aventurescas dos musicais, tudo tinha de ser da forma mais crua possível). Até mesmo nos dias de hoje, onde o politicamente correto está cada dia mais perto de voltar a ascenção, o seu legado ainda é perceptível – e não se restringiu a Hollywood, mas isso é assunto para outra hora.

Um dos filhos deste período, Michael Cimino, tem em sua estréia nos cinemas o que talvez melhor simbolize o que foi a New Hollywood dentro de sua obra: O Último Golpe. Aproveitando situações escatalógicas (como um pistoleiro que se diz padre) para criar situações subjetivas entre o dramático, o correto e o banal. Por aqui anda aquela estética desanimadora contrastando com as duas personagens centrais vibrantes, os carros (ah, os carros!) sempre em movimento, mulheres nuas entrando e saindo do enquadramento, a violência onipresente durante os mais de 100 minutos de projeção e inúmeras outras características que imperam nos exemplares desta era. E Cimino adota todas elas como caracterísiticas próprias – e realmente, seu estilo é tão único e ao mesmo tempo tão comum a New Hollywood – sem medo de comparações com um Monte Hellman da vida.

Um exemplo disso é o “bromance” entre os protagonistas, algo que esteve presente até o último trabalho de Cimino, Na Trilha do Sol (The Sunchaser, 1996). os bromances eram populares na década de 70, ou melhor dizendo: o termo bromance era popular naquela década, já que o subgênero continua vivo por aí. Bromances são filmes sobre relações de amizade. Nos filmes de Cimino eram sempre entre homens e o elo entre eles é a violência (há quem acredite que em O Portal do Paraíso (Heaven’s Gate, 1980) era a mulher, mas a sede por sangue os mantém muito mais “unidos” que a personagem de Isabelle Huppert.

Em O Último Golpe, Jeff Bridges é o jovem inexperiente e sonhador – muito semelhante ao Duane Jackson de A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show, 1973) – enquanto Clint Eastwood abraça de vez a persona de diretor-ator. Ele que na década de 60 ficou famoso pelo Blondie de Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo, 1966), o bom-moço que duelava de igual para igual com seus rivais, adotou a partir do filme de Cimino uma postura mais imperativa: ele está sempre a frente das outras personagens, o que persiste até em seus filmes mais recentes como Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004) em que também atua. No caso deste filme, Clint haje como uma espécie de mentor de Bridges.

O Último Golpe pode não ser um filme de ação propriamente dito, mas proporciona um (anti-)herói dentro deste nicho (Clint Eastwood). O filme de Cimino se encaixa e se constrói todo envolta de sua persona cinematográfica, com intuito de desconstruir e humanizar o mito. Isso é perceptível quando vemos que há algo fora de ordem dentro do texto: Cimino apresenta domínio de tom. Alterna a imagem de humor entre a luz e a brisa (particularmente, são hilariantes as aventuras de Kennedy e Lewis em subúrbios em busca dos tais “empregos reais”). As cenas envolvendo um caipira demente definem para Cimino a concepção ideal de que entre o perturbador e o ridículo não há uma grande diferença. O caipira tem um carro impressionante que atrai os fios boleia, mas torna-se rapidamente claro que nem tudo está bem com seu motorista: ele mantém um guaxinim enjaulado no banco do passageiro e está ficando louco com a fumaça de monóxido de carbono vazando, saído do tubo de escape quebrado (que quebrou de propósito). Eastwood e Bridges estão presos no banco de trás. Uma vez que eles conseguem sair do carro, o cara abre seu baú para revelar inúmeros coelhos brancos. Como eles passam a fugir, ele começa a atirar contra eles, antes de ser dominado pelos punhos poderosos de Eastwood.

Cimino faz leituras que revelam seu bom timing para comédia e insere camadas interpretativas que, surpreendemente, combinam. Certamente os perigos da “estrada” ou a própria América que se esconde abaixo da superfície é persuasivo. Mas sem dúvida tudo em O Último Golpe serve para prenunciar o final devastador. Até o rescaldo do assalto (em que Bridges é obrigado a vestir-se de mulher), o filme tem mantido um equilíbrio de humor e ação, cruzados com elementos de companheirismo e sobre a paisagem montanhosa de Montana sendo quase um personagem no filme. Com o ‘rescaldo’, o filme inesperadamente (embora haja prenúncio subliminar) muda, para se tornar uma tragédia. É de partir o coração de forma inesperada, sendo geminada com o momento da vitória. Percebemos aqui que Cimino subverte as nossas expectativas entre um thriller correto, um bromance e um filme de ação com Clint Eastwood. Ele não se sente como um truque ou uma traição porque subliminarmente que foram preparadas, e agora percebemos que Cimino foi jogar para valer o tempo todo. O final não nos faz sentir raiva, porque ele se sente bem: a vida é leve e alegre, às vezes excêntrica, às vezes emocionante, é definida por quão perto ficamos com as pessoas, mas o espectro da morte, de uma reversão de fortuna, do destino, das consequências de nossas ações, de ser “livre” em uma sociedade “reta” está sempre presente, mesmo se estivermos preocupados demais para chegar até ela.

Thunderbolt and Lightfoot, 1974 / Dirigido por Michael Cimino
Com Clint Estwood e Jeff Bridges

Vinícius Holanda

Michael Cimino

UPDATE 07/12/12, 21:31 - Michael Cimino criou uma conta agora pela manhã no Twitter – e recomendo que sigam. Só nas primeiras 12 horas ele revelou que escreveu um argumento (não utilizad0) para O Império Contra-Ataca e que a sua versão de Footloose seria estrelada por Christopher Walken e inspirada em John Steinbeck.

A história de Michael Cimino se confunde com o fim da Nova Hollywood. Toda a busca por independência, autoridade, paixão pelo cinema e pelo “fazer nós mesmos, pois somos os donos” que diretores como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Dennis Hopper e Robert Altman (e outros, claro) se empenharam em fazer no fim dos anos sessenta e início dos anos setenta foi jogado ribanceira abaixo por este homem que, como descrito numa entrevista a Steve Garbarino, da Vanity Fair, pode se passar por um rockstar andrógino.

Mas o fato é que se Cimino fosse de fato um andrógino, ninguém deveria ficar surpreso — esta especulação já foi feita, e negada por Cimino. No final da década de noventa, muito depois do cineasta ter fechado o último corte de seu Na Trilha do Sol (Sunchaser, 1994), um filme que permanece desconhecido e praticamente inacessível, mesmo com o advento da Internet como grande mídia atual, surgiu um rumor que Michael pudesse ser um travesti pré-operado. Após anos sem conceder entrevistas, ele foi a público e negou as acusações, pegando o lançamento de seu primeiro livro, Big Jane, como justificativa para sair da caverna.

Numa entrevista ao Independent, Cimino citou uma conversa que teve — supostamente — com Gore Vidal:

“‘Michael’, Gore disse, ‘eu acabei de ler que você fez uma operação de troca de sexo’”.

Logo embaixo, o repórter faz uma breve descrição da aparência de Michael Cimino: “Aos 62, Cimino parece um cruzamento entre um cowboy hipster e a sua tia gorda”.

Mas isto foi no tão distante ano de 2002. Mas mesmo agora, em 2012, nada parece ter mudado. Cimino foi e voltou. Nunca mais produziu nada, nunca mais falou nada. Sua última lufada no cinema foi a direção do segmento No Translation Need no filme-coletivo Cada Um com Seu Cinema. Um pouco antes, em 2005, Cimino foi convidado para dar uma master class em Turim, Itália. A aula foi acompanhada — é claro — por um jornalista; que não hesitou em fazer uma breve descrição das aparências do (ex?) cineasta: “Com botas e chapéu de cowboy, esta é a versão de 2005 de Michael Cimino”.

De fato, sempre parece ter havido mais interesse na aparência de Cimino do que em seu próprio trabalho. Deve haver uma explicação: Ninguém se interessa pelos filmes dum fracassado megalomaníaco. As pessoas gostam de rir de quem fracassou, e o estilo semitravesti de Cimino é um prato cheio para elas. Tanto que até mesmo o caixa de uma lanchonete de beira de estrada que Cimino costuma frequentar dá seu pitaco, como vemos na supracitada entrevista de para a Vanity Fair: “Mais tarde, o caixa do Duke’s [Coffee Shop, a lanchonete de beira de estrada] aponta para uma foto na parede. ‘Michael vem aqui desde sempre’, ele diz, ‘e ele nunca se pareceu assim. Quando ele trouxe essa foto, eu perguntei ‘Quem é esse cara?’, e ele respondeu: ‘Sou eu!’”.

Só que além de exótico, Cimino é um autopropagandista que gosta de autopiedade, de forma que os outros pareçam sentir piedade por ele. Ademais, ele gosta que os outros se interessem por ele. Mas se eu ficar ponderando, nunca sairei do lugar.

Michael Cimino nasceu em Nova York. Até mesmo sua data de nascimento é uma incógnita. Nesta entrevista a Steve Garbarino (provavelmente a fonte mais completa e confiável sobre Cimino), uma fotocópia de seu passaporte aponta que o cineasta nasceu em 03 de fevereiro de 1952. Outras fontes dizem que ele nasceu em 1939 — e essas outras fontes são arquivos públicos.

Para todos os efeitos, a infância de Cimino parece ter sido brilhante. Nascido numa casa boêmia, o pai de Cimino era um homem mulherengo que trabalhava como editor de músicas, fornecendo cópias de músicas pop para órgãos tocarem nos intervalos de jogos de futebol americano. A mãe de Cimino era desenhista de roupas, e até onde sabemos, não manteve boa relação com o filho. Segundo Cimino, ela só soube que o filho estava famoso quando viu seu nome nas palavras cruzadas do New York Times.

Cimino descreve a si mesmo como um garoto “dotado de dons”, enquanto criança. Ele diz que poderia desenhar um retrato perfeito de alguém aos cinco anos. Apesar da sua cabeleira castanha nas fotos da época de O Franco Atirador (The Deer Hunter, 1978) e de O Portal do Paraíso (Heaven’s Gate, 1980), ele diz ter sido loiro até os doze anos de idade, e só voltou a esta coloração porque pagou “um desafio feito por uma namorada louca”. Continuar lendo