“An das Publikum!” – Um apelo contra o cinema falado

Via Tommaso, no fórum do Karagarga:

Tradução (minha, com o “auxílio” do Google Translate):

Contra os filmes falados! Para os artistas vivos!

Para o público!

Atenção! Filmes falados são perigosos!

Muitos cinemas tiveram que fechar por causa da introdução do cinema sonoro, e por causa da falta de atrações!

Filme sonoro é lixo!

Qualquer um que ama a arte e artistas, rejeita as talkies!

Filme sonoro é unilateral!

Filme sonoro 100% – 100% enlatado!

Filme sonoro é mais econômico e mortal!

Os sons, como facadas e guinchos, estragaram os ouvidos e arruinou as vidas de músicos e artistas!

[Ilegível]

Portanto:

Pedimos  coragem ao cinema mudo!
Pedimos [intraduzível] por músicos!
Solicitamos show com artistas!

Rejeitem os talkies! Onde não há cinema ou espectáculo de teatro com músicos — visite os shows de variedades!

Associação de Músicos Alemães.
Karl Schielmentz

A humanidade não mudou nada de cá pra lá. Antes eles temiam o som, agora temem o 3D.

Victor Bruno

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Um comentário sobre ““An das Publikum!” – Um apelo contra o cinema falado

  1. Questão bem massa essa.

    Mas acontece que o 3D vive rezando para ser inserido de vez no cinema desde que… sei lá… talvez desde que o cinema se conhece por cinema; mas nunca vingou. Anos 50, 80 e 2000… sempre em períodos isolados, mas a tecnologia nunca se encontrou totalmente – e acho muito difícil acontecer isso agora, ou até futuramente.

    Talvez como o cinema já esteja com uma identidade cativa formada como arte, a inserção do 3D apenas seria algo à parte. Oportunidades não faltaram. Em muitos casos o 3D foi utilizado de forma competente, mas não foram suficientes para que a tecnologia vingasse. Acontece que mesclar plot e 3D dentro de um filme é algo muito complicado. A tecnologia se aproxima muito ao efeito de um parque de diversões, ou uma masturbação… é aquele prazer momentâneo que se sobressai do filme em si, o que, de certa forma, desvia os princípios da sétima arte, a meu ver.

    Já o som não. Na verdade o som sempre esteve ao lado do cinema – as orquestras da época de Méliès que o digam -; acontece que a partir de certo momento a coisa deixou de ser uma simples companhia para finalmente ser uma parte daquilo lá. O cinema finalmente torna-se uma genuína arte áudiovisual.

    Bastaram alguns anos para que os filmes aderissem notavelmente os sons; mas vejo o 3D procurando uma luz ao fim do túnel, sempre voltando do mundo dos mortos em décadas distantes. Talvez não seja realmente necessário – e assim o acho. Talvez seja apenas uma espécie de vagina de plástico para melhorar a masturbação, mas que não passa apenas de um objeto descartável; acho que o método “cinco contra um” (hum, hum… fap) ainda segue infalível e o melhor de todos.

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