Caros leitores,
That’s all, folks; o ano terminou. E que ano foi esse, hein? Teve de tudo. Você pode até achar que foi um ano ruim, mas a verdade é que todos os anos são iguais. Você ganha coisas, perde coisas, faz mudanças, tem surpresas, você tem momentos bons e momentos ruins.
Fazendo uma retrospectiva, esta é a hora de se perguntar: “O que é que eu ganhei este ano? Quando, no futuro, eu olhar para o ano de 2011, eu vou dizer que aquele foi um ano bom, ou um ano ruim?” Da minha experiência de vida — se é que eu tenho uma —, acredito que nenhum ano é bom ou ruim o suficiente para qualificarmos como ótimo, ou péssimo. A verdade é que dentro das nossas mentes, as coisas se destacam e nos causam euforia — daí dizemos que ano X foi ótimo e ano Y foi uma merda.
E este ano, o que nós ganhamos? 2011 foi uma no bom para o Ornitorrinco Cinéfilo — se eu contar, claro, apenas os nossos êxitos, e eles foram muitos. Você se lembra que no Editorial de um ano do blog eu disse que ainda não tinha dado um rumo ao nosso espaço? Para ser mais preciso, minhas palavras foram: “[Quando criei o blog] não sabia se fazia um blog pessoal ou algo mais jornalístico — e até hoje não sei.”
Pois é, passado esse tempo, agora eu sei. Nós não queremos mais ser os grandiosos, ser o blog sobre Cinema mais acessado do Brasil — muito longe disso. Agora, nosso objetivo é — sem a menor pretensão — falar sobre esta arte tão reveladora, tão colorida, tão sensorial, da forma mais clara possível. Nosso objetivo é muito simples: Queremos que você se sinta tão ligado ao Cinema quanto nós — queremos que você entenda por que Cinema é tão especial.
Claro que não conseguiria fazer isso sozinho, não conseguiria levar meu amor a arte somente com minhas forças, amigos. Portanto, quero agora prestar os mais sinceros agradecimentos aos colegas Heitor Romero e Victor Ramos (o lendário Jerome Tarantino, para quem o conhece do fórum do Cineplayers), aos novatos Lucas Castro e Vini Holanda, que se provaram excelentes redatores (nunca duvidei da capacidade de vocês, calma!) e do velho parceiro Douglas Braga, o dinossauro do blog, que está aqui desde o início, lá nos tempos de Blogspot.
Por fim, é claro, os mais sinceros agradecimentos a vocês, que estão do outro lado desta hopless little screen, como diria Leonard Cohen. É bem verdade que, quando mudamos da plataforma do Blogspot pra cá pro WordPress, perdemos incontáveis leitores. Mas quer saber? Dane-se. Se eles gostassem mesmo do que estávamos fazendo, teriam vindo correndo para cá.
Ou eu posso estar errado, e somos nós que não estamos fazendo serviço direito. Mas dane-se também. A terra gira, a vida continua, e ainda escreveremos sobre cinema, sejamos bons ou não.
E que você tenha um excelente ano de 2012 (ou ao menos que se lembre mais das coisas boas do que das ruins, porque essas também aparecerão — e quanto a isso, nada a fazer; apenas superá-las).
Victor Bruno,
o Editor



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